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A pandemia que vem alarmando o planeta trouxe, além de muitas incertezas, algumas indagações quanto à sua possível cura, ou mesmo caminhos que amenizem sintomas e evitem a proliferação do vírus no organismo.

Paralelo a isso, é fato que o inverno traz menos exposição ao Sol, elemento fundamental para produzir em nosso corpo a Vitamina D.

Pois bem… Um estudo da Universidade de Turim aponta que a carência de Vitamina D está presente em grande parte das pessoas diagnosticadas com Covid-19.

Primeiros resultados são bastante interessantes

Alguns estudos sobre a Vitamina D feitos pelos professores Giancarlo Isaia e Enzo Medico, especialistas em geriatria e histologia, foram submetidos aos membros da Academia de Medicina de Turim, na Itália, e considerados de grande relevância, já que propuseram a substância como um instrumento importante no intuito de reduzir os fatores de risco.

“A carência alta de Vitamina D foi percebida nos primeiros dados preliminares coletados em pacientes hospitalizados com a Covid-19. A compensação por essa deficiência pode ser feita pela exposição ao sol, ou mesmo na ingestão de alimentos ricos em Vitamina D. Claro, sempre com o acompanhamento médico.” Explica a nutróloga Dra. Valéria Goulart.

A forma mais prática e fácil para a absorção de Vitamina D pelo organismo é através dos raios solares. Para pessoas de pele clara, o tempo médio de exposição ao sol é de 15 a 20 minutos, três vezes por semana. Já para os que têm a pele mais escura, é indicado um tempo maior, ou seja, de três a cinco vezes mais, compensando a mesma quantidade de Vitamina D que as pessoas de pele clara. 

Mas, e qual é o melhor horário para que haja a sintetização da Vitamina D pelo organismo? Devido ao ângulo das incidências de raios solares, o horário ideal é das 10h às 15h.

Vale lembrar que: mesmo em tempos de confinamento, a pessoa pode improvisar o banho solar, por exemplo, nas frestas das janelas, sacada, quintal. 

Comprovações

Evidências científicas dos efeitos da Vitamina D atentam para a prevenção de quadros infecciosos que tendem a diminuir as perspectivas de vida de idosos. É provável que o nutriente, tão comum no nosso dia a dia, evolua para uma maior resistência às infecções oriundas do Coronavírus.

“Quais alimentos seriam ricos em Vitamina D? Ovos, óleo de fígado de bacalhau, bife de fígado, peixes diversos como o atum, a sardinha, o salmão selvagem, além de queijo e leite fortificados, cogumelos e ostras. Temos ainda os suplementos farmacêuticos, entretanto, esses também devem ficar restritos à orientação médica.” Orienta a nutróloga.

Estudos não param

Em diversas partes do mundo há profissionais na busca por dados que apontem não só a cura, como também a prevenção ao Coronavírus. As respostas obtidas têm encorajado os cientistas nessa luta. 

“O documento analisado pela Academia de Medicina de Turim propôs a Vitamina D não como uma cura, mas como elemento presencial na redução das causas que evoluem para os riscos decorrentes da doença.” Finaliza a Dra. Valéria.

Fonte: Doutor TV