Mais uma vez há um movimento sobre as potências negras no Brasil!  Movimento esse que emerge no mundo virtual com a quarentena imposta devido à pandemia de coronavírus. As pessoas entenderam que o negro precisa, enfim, estar no merecido pódio dos altares da sociedade. E isso virou discussão mais latente nas redes sociais nesses dias de confinamento. As pessoas estão mais ativas, falando-se em tempo integral, observando os movimentos, ressaltando atitudes. Têm acontecido diversas manifestações, inclusive as pessoas estão utilizando as teclas para se posicionar sobre o assunto da mulher negra e seu papel na sociedade. A exemplo disso esse movimento colocou a médica negra Thelma Assis como a grande campeã do Big Brother Brasil, o que gerou o maior frisson nas redes e aumentou ainda mais a discussão.  Um exemplo grifado por muitos é que várias são as empresas, por exemplo, com ampla diretoria e em nenhum caso há uma mulher negra fazendo parte desse time, e são empresas formadoras de opinião, de renome, que tem em seu discurso a defesa da mulher negra,mais lá na sua diretoria, não há espaço para elas, ou seja, um grande contra senso. “O que é grave, pois há mulheres negras extremamente capacitadas, sequer são ouvidas ou têm a oportunidade de entrar pela porta da frente”. Diz Rosy Cordeiro.

“Nós existimos e estamos prontas!”

Criou-se um movimento nas redes sociais. As mulheres negras passaram a se apoiar, a mostrar seu trabalho e competência. Um exemplo é a designer de moda e comunicadora Rosy Cordeiro, que tem ganhado destaque com seu talento na moda e na TV.

“Sou estilista e apresentadora, e além de trabalhar com moda, encontrei na comunicação o caminho que precisava para fazer a diferença, poder mostrar para a mulher negra que está ali me assistindo que se eu posso, ela também pode, meu sonho é dar voz a essas mulheres. É vergonhoso, mas a cor da nossa pele ainda é a primeira coisa que vêem em nós, e não os meus múltiplos talentos,o caminho que percorri até chegar aqui, e o mais grave é que para nós negros, não há a opção do erro, temos que ser excepcionais, ou não teremos o espaço, mas aí eu  entendi que meu propósito é muito maior que esse preconceito, e isso me dá forças para seguir lutando”. Conta.

Rosy Cordeiro morou em comunidade, e seu jeito observador encarregou-se em criar uma moda ao seu estilo. Ela nunca seguiu nenhuma tendência. Entendia a versatilidade que desfilava pelas ruas e becos, ali percebeu que as curvas da mulher brasileira, poderia sim desfilar looks chiques e bem cortados, com padronagens que exaltaria ainda mais sua beleza, sem precisar apelar pelo corpo nu. Com o tempo, chegou a ter a própria grife, e com nome e sobrenome estampado em etiquetas. Suas roupas vestiram artistas e estamparam revistas. “Essa busca por não seguir estilos fez com que meu trabalho ganhasse destaque. Fiz figurino para as meninas que participavam do lendário ‘A Turma do Didi’, e ali ganhei notoriedade, a partir daí criei figurinos para estrelas da televisão  brasileira”. Comenta Rosy Cordeiro, que logo foi para a televisão falar de moda e estilo, mas o melhor ainda estava por vir quando foi convidada para a semana de moda SPFW, em São José dos Campos. Ali aconteceu o grande boom da sua carreira. Anos 2000, Num momento em que a ditadura da moda imperava mostrando que o importado era sempre o melhor, e o padrão de beleza de referência era a top model  Gisele Bundchen  a estilista e apresentadora colocou nas passarelas o Grupo fat Family  e modelos que eram de fato o perfil da mulher brasileira. Os mesmos cortes usados por modelos “padrão”, Rosy Cordeiro fez questão que suas convidas também usassem, e foi um sucesso!

Sobre a moda nacional nos dias de hoje, ela questiona: “Acho que a imprensa precisa falar mais da moda brasileira, dar mais espaço. Somos incríveis! Formamos a 5ª (quinta ) maior cadeia produtiva de moda do mundo. Geramos, mais de 1.5 milhão de empregos diretos e 8 milhões indiretos um número absurdo, de emprego. Temos matérias primas de primeira qualidade, que não perde nada para as do exterior, e inclusive que são exportadas. Além disso, os estilistas são sensacionais, talentosíssimos!” Apoiar a moda brasileira é muito importante E diante de todo esse movimento que vem acontecendo, Rosy Cordeiro resolveu relançar a sua marca, com nova roupagem, com o tema “Ressignificar”. “Diversidade. Moda inclusiva, moda pra mulher brasileira. Ela tem perna, peito, é baixinha. Padrão nosso, único, veste bem e por isso ajuda na autoestima, e só por isso já fico feliz”. Finaliza.

Você pode buscar pelos produtos da Rosy Cordeiro através do Instagram @rosycordeirobrand e também no site www.rosycordeirobrand.com.br